Minha exaustão se define em ... acho que não se define. Minha vontade de gritar é certa, mas eu não consigo. Trago em mim medos, derrotas, exaustão e mais exaustão.
Cheguei até aqui porque me fiz forte, porém, minha fortaleza já está se esvaindo. Quem poderá me recarregar agora?
Perdição.
Acho que me perdí na minha exaustão, caí na minha própria armadilha, a lança foi cravada por mim mesma. Mas tento ser forte ainda.
Olhe para mim. Consegue ver meu olhar de insensível? Eu não era essa e se, talvez, essa exaustão que carrego arrastada continuar, eu serei essa.
Quantos dias faltam para chegar outro melhor? Quanto tempo resta até eu ser uma pessoa diferente? Será que eu que tenho que ser diferente?
Quantas horas terão que se passar até alguém enxergar verdadeiramente a minha exaustão?
Ninguém quer parar de olhar para dentro porque todos vivem no próprio mundo doente, onde não conseguem nem enxergar a sí próprios, estão preocupados demais vendo o que têm e o que não têm, estão preocupados demais tentando agradar às pessoas erradas.
Quero sair desse mundo podre. Com certeza em algum outro lugar pode ser que exista um outro para eu poder descansar. Para eu poder me livrar do veneono posto em mim.
Olhe para mim agora. Consegue enxergar em meus olhos o cansaço que a vida tem provocado? É capaz agora de dizer que os erros foram todos meus? É capaz de me enfraquecer mais com suas mesquinharias?
Eu sei, vivo no mundo onde seria mais fácil pedir um barco bem grande e dois sacos cheios de dinheiro à alguém do que pedir compreensão.
Amigos que ferí, perdoam - me ; qualqueres da rua que ferí, perdoam - me; pois o mais difícil já estou fazendo : perdoar aos meus próprios erros.
O meu grau de maldade é igual ao de qualquer um outro, guarde você também o seu.
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