quarta-feira, 20 de abril de 2011

É Bom Acreditar Nisso...!!

Eu não gosto do medo que o passado colocou em mim. Carrego muitas lembranças que são tão desnecessárias, mas tão necessárias, sou tão mais forte e ao mesmo tempo tão fraca por conta dessas lembranças. Talvez se eu voltasse ao passado eu diria: 'Não me toque, não pegue meu número e não me chame mais! '
Tenho medo de quando fecho meus olhos e relembro tudo, odeio as palavras mentirosas e os gestos pequenos, me odeio por me lembrar dos dias em que meu coração foi partido, me sinto tão fraca quando lembro das palavras que me enganavam.
Sinto tanta vontade de ter dito : Não me importo, nem um pouco , baby. Mesmo que fosse mentira.
Quando eu me lembro das palavras asperas que ouvía me sinto como se fosse no proprio momento, com o e mesmo tom de voz.
"Não me toque , não me toque mais!" - devia ter dito.
Me sinto tão fria agora ao rever em minha mente todos os rostos que me enganaram, mentiram e me trocaram, que me fez chorar ou gritar.
Não merecem, não merem meu sorriso, não merecem meus beijos, não merecem meu olhar, minhas palavras , não merecem o melhor que eu posso ser.
"Não me toque, canalha!" - devia ter dito.
Já to mais previnida, tenho que adimitir. Não permito mais tantos erros comigo, não permito mais tantos erros meus. Não permito mais que me façam mal e se acontece é tchau, adeus e té nunca mais. Quem diz adeus agora sou eu. "Adeus, baby!"
Agora não olho mais para trás, esperando que volte, agora eu continuo andando esperando a próxima chance de ser feliz, olho mais para mim e vejo tanto o quão especial que eu sou ,que as coisas pequenas se desmancham.
Agora minhas lágrimas só serão derramadas de saudade, felicidade ou de tanto rir. Nunca mais por me fazerem mal, porque se isso acontecer eu já estarei tão longe que nem o vento irá me alcançar, estarei tão desligada já que não terão ao menos a chance de dizer.
Eu me reconheço agora, apesar de as vezes não saber quem sou eu, mas sempre acabo por me achar, e quando isso acontece, acho o meu melhor e corro atrás somente do que vale a pena, só disso corro atrás agora.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Eu Mitológica


Eu fechei os olhos e de repente estava em uma praia deserta. O céu estava nublado e as ondas nem tão calmas, nem tão bravas, estavam no meu ritmo.
O vento batia em meus cabelos e meu rosto sentia a maresia.
E eu, sempre caminhando naquela areia deserta; ora olhando pro céu cinza, que me dava muito prazer em olhar; ora olhando para as ondas; ora fechava os olhos. Mesmo quando eu fechava os olhos continuava a ver aquela praia exatamente como ela estava, todos os detalhes.
Ao fundo, tocava uma música que simplesmente ... tocava. Sem caixas de som, nem instrumentos locais, simplesmente estava tocando.
Meu corpo começou a balançar suavemente no ritmo daquela canção que era cantada por uma voz masculina, suave, envolvente e que acompanhava perfeitamente a parte instrumental.
Levantei minha cabeça, dei uma ultima olhada para aquele céu cinza, fechei os olhos e continuei a vê-lo e me balançando suavemente com os braços no mesmo embalo.
Um vento com cheiro de natureza empurrou meus cabelos até meu ombro esquerdo e no meu ombro direito senti uma face se debruçar.
Senti mãos masculinas que deslizaram nas minhas costas e pousaram na minha cintura, essas mãos começaram a me embalar na canção que estava permanente no ar ou, talvez, minha cintura que as coordenavam.
Senti minha pele, já beijada pela maresia, se arrepiar com um beijo do homem misterioso, que continuava a me seguir naquela dança.
Um outro vento bateu, com um movimento de jogar a cabeça para trás, nossos cabelos se juntaram. Coloquei minhas mãos em sua nuca e a dança continuou.
Aquela praia era só nossa, me dei conta de que nossos corpos e a praia eram um só.
O fim da tarde já estava caindo sobre tudo e sobre nós dois. Eramos dois estranhos, sem ser estranho um para o outro.
As folhas dos coqueiros roçavam uma nas outras, o mar vinha e voltava beijando a areia, a música mexia nossos corpos e o céu cinza me inspirava.
Fizemos amor centenas de vezes e dopois adormecí.
Abri os olhos e acordei do paraíso.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A brincadeira que não teve graça

Eu nunca quis fazer o mesmo com você. Talvez um pouquinho. Mas mesmo se tivesse feito, não conseguiria ter sido tão igual à você.
Nos fizeram pagar por tudo que nunca havíamos cometido na vida, tão cedo e já estávamos lá, pagando.
Nos seguiram até o recreio, depois até a sala de aula e , por último, até a saída. Até o orelhão mais próximo, chacotas. Depois que se foram, lágrimas. Ninguém viu, eu não deixei que vissem.
No dia seguinte, gozações, perseguição e chacotas.
E no dia seguinte também, e no outro, e no outro, e no outro.
O dia de Cão. O ápice das vergonhas, das humilhações chegou, e esse dia foi desde o primeiro até o ultímo para quem esteve neste lado da situação.
Noites preocupadas, uma dorzinha de cabeça, uma birra mal interpretada pra não ir para a escola. Mais cedo ou mais tarde teríamos que retornar à ela e esse momento acabou se transformando em nossos piores pesadelos.
Nós ressentimos tudo e , por sua causa, nos tornamos o patinho feio. Não fomos o porta-voz da turma, não fomos os noivos da quadrilha e nem o primeiro da classe.
Fomos os que tiverem a paz roubada e escondida. Os que foram apagados, mas, expostos ao ridículo.
Muitas mascaras caíram dos rostos de alguns amigos, se é assim que devo referir-me.
Os ponteiros do relógio estavam sempre no mesmo lugar a cada vez que nós olhávamos. Ouvíamos as mesmas vozes ao fundo : __ Acabem com ele!!!!__ , diziam eles.
Os gestos pelas costas, os aviõezinhos que sempre erravam o alvo diretamente na nossa cabeça, as bolinhas de papel com as 'doce' mensagens do grupo ao lado.
Foi a maneira como a gente pagou.
Alguns de nós deram a volta por cima, outros ficaram marcados , alguns de nós perdoou.
É difícil esquecer. Nós jamais vamos nos esquecer.
Sua intenção foi cruel, sua virtude foi colocada em questão.
Agora a nossa virtude coloca a sua cara à tapa, porque amar ao próximo como ele jamais conseguirá te amar é uma virtude para poucos.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Não quero ter que escolher entre 8 ou 80









"Não quero românticos tendenciosos ao fracasso de seus versos". ATENÇÃO - O status à seguir é baseado em fatos reais. Mesmo que isso já esteja explicito na descrição inicial desse Blog !
__________________________________________________ Não quero românticos pregando em meus ouvidos, com suas redondilhas maiores, suas metáforas cafonas, seus eufemismos escondidos atrás do medo da agressividade.
Quero a sua coragem e selvageria de morrer por mim e não as palavras que dizem: 'Ahh, por Tí! Só por Tí, meu bem!! Veja, veja as rosas que semeei, regadas com mel, o mel colhido das montanhas encantas, e que ..."
...E que lá ficou-se com todo seu amor próprio também. Sr. Romântico.
Não quero tulípas, nem bombons. Não quero que se ajoelhe diante de mim.



Não quero cd com as '100 melhores' .



Eu sei muito bem que essa capa romântica usada é toda retalhada com fraqueza emocional, ninguém quer ver fraqueza emocional de alguém, isso é brochante, homens.



Não quero românticos montados em um cavalo, cavalos não nos levam à lugar algum!!



Não quero os românticos plantonistas de telefone e msn, nem os plantonistas de cinema.



Pra que ser 8 ou 80 ? "Cafa" ou Romântico?



Um tem muito o que aprender com o outro, não se pode ter a luz das velas se não houver a ousadia de fazer o fogo, nem ter as rosas e se não houver o beijo para traduzir o que ele quis dizer.



Não é o que se faz, mas sim como se faz.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Vida Toda Cabe Em Um Grão


Não poderia ser outra coisa a dizer. O status de hoje me fez refletir em coisas impotantes. É impressionante como, na maioria das vezes, é preciso acontecer algo pra gente perceber o que está ao nosso redor.

É difícl lidar com certas pessoas as vezes na vida e mesmo assim, algumas dessas mesmas pessoas são as que estão sempre ao seu lado, as vezes só querendo um minuto de sua atenção ou uns dez da sua paciência.

Por quê será que nos damos tanto ao trabalho de apontar as coisas irrantes e querer distância?

Por quê a realidade sempre tem que cair de pára-quedas na minha frente?!

As vezes é tão difícil perceber a importancia de alguém em nossa vida porque simplesmente vivemos, na maioria das vezes, sem lembrar que o amanhã pode não haver mais.

A vida como sempre dando seus choques de despertar em mim, dessa vez ela veio com tudo ,avisando que ela possui prazo de validade aqui na Terra e que lamentações não cabem à nós, com tempo tão contadinho e justo em nossas mãos.

Haja eufemismo.

Sim, é duro, mas um dia quem sempre segura tua mão,te abraça, pega no teu pé e te pede desculpas por ter feito uma piada maldosa com você não te solicitará e se isso de fato acontecer, a pior coisa que ficará são saudades e lamentações.

Maldita seja a morte?

De jeito nenhum.

Só quero dizer que...dar o máximo da sua amizade e compaixão nunca será o bastante para a vida. É necessário que se ame as pessoas, é necessário que ame cada sorriso e cada olhar.

Queria me atentar mais às coisas da vida que são eternas e, de certa forma, especiais.

No fim das contas, vamos para o mesmo destino, aquele que guarda todos os mortais e que não escolhe datas nem horas, simplesmente aquele destino que nos arranca, que leva de nós uma juventude, um filho ou um avô.E aquele mesmo que pode levar alguém tão especial e inegável em nossas vidas, como um amigo.

Não espero agradar à todos, pois nem Jesus conseguiu isso, mas quero ter a certeza dentro de mim de que pude ser o melhor que eu poderia ser.

Espero estar perto de todos que me fazem bem, mesmo que isso ultrapasse a vida, pois depois dela, acredito que haja outra, cheia de mistérios, amor e eternidade certa.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Meu quorum privado, Obrigado!

Quantas cabeças fazem um planeta Terra ser conhecido, ser explorado, adorado, glorificado, odiado ou detonado?
Quantas destas cabeças são as que se afirmam, se consolidam, se abastecem do bem, quantas destas cabeças fazem a Terra girar, quantas destas cabeças fazem a Terra ficar parada, quantas são filhos da Terra, quantos são desconhecidos dela?
São muitos! É a resposta generalizada que pode decepcionar ou encorajar.
Quem são os poucos e bons filhos da Terra que não nos exploram, odeiam nem detonam? Fácil questão, talvez difícil também, mas esses são os que amamos de coração.
Amigos, meus fiéis escudos, meus fiéis a quem protejo, aqueles que ficam ao meu lado até mesmo quando eu não me suporto, são as janelas que iluminam a minha alma.
Os quero bem, os quero na paz, na vida, na Terra; não como aqueles que dizem querer olhando suas utilidades e suas possibilidades para liderar, os quero para que me ajudem a achar as utilidades da vida, para me mostrarem as possibilidades de podermos ser sempre felizes e para liderarem sempre ao meu lado, em qualquer juízo, em qualquer tempo de paz ou batalha.
Quantos desses fazem a Terra girar? Eu não sei. Mas todos são aqueles, os sinceros amigos, que mantêm meu mundo na órbita, na rotação e na translação, são essas cabeças, corpos e almas que fazem a minha vida cheia de estrelas, cheia de mistérios ricos e desconhecidos.
Meu quorum não sou eu quem o faz, quem o faz são as possibilidades de amizade, as possibilidades de amor, de sensibilidade, de querer estar na alegria e na dor, de poder dizer: Você é meu amigo, sem calculos nem métrica, apenas o que me descobriu e foi capaz de amar, apesar de sermos como somos, estes são os verdadeiros maquinários almados da Terra que a faz girar.

domingo, 4 de julho de 2010

Talvez autônomo, Talvez não

Não posso viver o bastante para lhe contar de meu 'status' dessa vez. Tenho todas as inquietações e dúvidas, tenho hoje, todos os segredos que sempre guardei, tenho todas as esperaças e todos os medos.
Para não dizer que sou hipócrita, digo também que tenho os atestados, todos em mim.
Nem mesmo o brilho estelar me fez hoje ser lançada para o infinito dos sonhos; fiquei à margem deste. Sonhe quem quiser sonhar, mas é bom lembrar que todas as incertezas batem à nossa porta ao menos uma vez na vida, caso você seja um daqueles que desistem fácil, fácil.
Acho que em algum momento, em algum ponto da minha vida, não pude deixar as palavras claras, porque toda vez que eu encomendei sonhos, à minha porta chegaram pesadelos, sem previsão para devoluções e sem direitos à reclamações.
Não quero expor, aqui, o pesadelo como uma forma trágica de um sonho se esgotar. É mais vibrante procurar os porquês no mapa doido da vida, que para alguns leva a algum lugar e para outros acaba levando a lugar algum, do que fazer dele o único culpado ou o único vilão desse palco em que vivemos.
Se nem mesmo o brilho de uma estrela pode me favorecer hoje, é porque não estou levando a sério o que eu deveria procurar em mim, ao invés de me atirar às ideias que um astro flutuante poderia me levar.
Ah! Estrela, quanta gentileza a tua.
Revendo conceitos, calculando margens de erro e tentando lembrar das vezes que fracassei ou triunfei, acabei chegando na conclusão de que nada disso me deixou imune dos desesperos, dos medos, nem das incertezas.
É certo dizer que lançar ideias frustrantes à mesma proporção em que elas lhe são reais é o mesmo que você calcular 'futuros gastos' sem nem ao menos tê-los realizado. Se é somado duas más ideias + uma ideia que de fato deu errado , isto jamais será igual à apenas 'uma ideia que de fato deu errado', porque pelas contas da vida teu medo proporcionou mais um belo pesadelo. Dos grandes, dos grandes porque o pior medo que se pode ter é aquele que você mesmo cria, o pesadelo que você mesmo torna real.
Nossa! Já nem sei mais se sou senhora de meu domínio.
Já não sei mais se as birras feitas exaustaram mais a mim ou a quem tentei endoidecer. Minha alma não é endiabrada, como você deve estar pensando, mas se já sou tão auto-exaustiva, que me perdoem meus conviventes.
Se tantas foram as vezes em que desejei a sincera vitória, esta eu irei desejar sempre à mesma proporção em que as encomendas de pesadelos chegarem, porque pouco são meus dias, assim como para o entregador também, porque proporcionar igualmente meus erros com os dele é somar dias de inacabaveis incertezas. Um dia os sonhos chegaram pela certeza de quem o trouxe, pela certeza de quem o recebe, aí a proporcionalidade da qual tanto falei satisfará o resultado dessa equação, que um dia me foi posta com tantas inquietações, dúvidas, esperanças, medos (...)