terça-feira, 22 de junho de 2010

Tudo vê

Eu pensei que esse ano fosse ser diferente.Não imagine o porquê. Apenas leia.
Todas as coisas mais essênciais que eu almejei, consegui. Só que eu havia me esquecido que existem outras coisas essênciais na vida, mas que nem sempre são coisas que queremos para ela.
Existem coisas que por mais que não queiramos, estão sempre lá, atrás do passado, no meio do presente e se adiantando para o futuro.
Como pude deixar de acreditar nessas coisas meio banais eu não sei, mas elas se repetem, estão presentes no meu pôr-do-sol a cinco e trinta e dois da tarde, nos meus afazeres e até mesmo nas pessoas com quem convivo diariamente em todos os lugares.
Descobrí esse ano que até mesmo no topo da montanha a vista que se tem do horizonte pode ser turva. É preciso se manter equilibrado para não cair de lá, os arranhões da ultima tentativa de subir não me deixam esquecer nunca de como foi difícil chegar até lá.
É engraçado perceber também que até os mesmos personagens estão lá, só que com caras diferentes. Aquele cara que você admira mas nunca consegue chegar perto, o pessoal que tá sempre tentando diminuir o resto da galera, aquela pessoa sempre com um bom-humor incrível,as reclamações de sono. Só aquele céu azul que é sempre o mesmo. Ah, se ele falasse!
Tá, mas como ele não fala eu irei dizer.
Como foi incrível tudo isso, só que as vezes eu me pergunto se é realmente necessário, aí eu olho para o céu de sempre, com a experiência monstro que ele tem e aí eu vejo a resposta bem em seus olhos que são um dos olhos mais doce que eu já ví, e repenso como é necessário tudo isso em minha vida.
(CONTINUA)

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